ARTS

Throw-Ups, grafittis, stencils e afins.

manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público.

BANKSY SIMPSONS

O grafiteiro Banksy idealizou uma abertura para o desenho Os Simpsons nos EUA, e provocou grande polêmica, de acordo com o site EntertainmentWeekly. O que acontece quando se convida um polémico graffiteiro para assinar um genérico? Banksy aproveitou a oportunidade de criar uma abertura para Os Simpsons para denunciar as condições em que é feito o material de merchandising da série.

A abertura mostra exploração de trabalho infantil, ambientes de trabalho insalubres, e tortura animal. Gatos são assassinados para a fabricação de bonecos do Bart, que são carregados por pandas com aparência doente. Que não deixa de ser a própria Simpsons que são tercerizados!

Bart escreve, como sempre, no quadro preto, desta vez: “Não devo escrever nas paredes”. Digamos que Bansky quis aproveitar e comentar sobre sua arte de sair escrevendo nas paredes e sendo concebido desde os dias de hoje, considerados por muitos graffiteiros e cidadões.. espero eu!

Paz e Tinta.

Folhas secas viram arte!

Natural Medium – folhas secas marcadas com laser. Sem tintas, sem químicas. Essa folhinha desenhada aí em cima é o resultado de uma criação da agência Tátil Design e pode ser utilizada como flyer, convite e outros materiais publicitários. As folhas secas receberam, através de um processo de gravação a laser, desenhos variados e foram premiadas no Cannes Lions 2009 pela sua originalidade e sustentabilidade. Comunicação de forma simples, criativa e sem vestígios de lixo ao final do processo. A ideia surgiu a partir de um workshop dado por membros da agência durante o 55° Festival de Cannes de Publicidade. O “Designing Naturally” falava sobre como buscar inspiração na natureza para fazer do design uma ferramenta capaz transformar o futuro, dando exemplos de soluções de baixo impacto ambiental e alto impacto sensorial. Depois de informar, basta jogar as folhas no chão e devolvê-las à natureza. “Nosso desafio era fazer com que as pessoas soubessem sobre o workshop de uma maneira em que o convite em si já demonstrasse o tópico que seria discutido: a possibilidade e a necessidade de criar peças altamente atrativas, tendo os conceitos folha-4.jpgambientais em mente. Nosso objetivo principal era escapar do tradicional, tinta impressa e papel de convite, e encontrar uma alternativa que causasse impacto zero no meio ambiente enquanto mantinha um alto impacto visual e sensorial”, contam os criadores. Com o foco nessas premissas, a equipe começou a trabalhar na proposta da folha marcada a laser como matéria-prima básica do convite. “A ausência de tinta permite que a folha seja emprestada da natureza e devolvida a ela após atingir seus objetivos”, afirmam.

Prêmio

Simples e eficiente, o projeto ganhou o Leão de Bronze no Cannes Lions 2009 na categoria Mídia Alternativa. “O prêmio só fortalece a tese de criar ideias totalmente inovadoras a partir de soluções simples. A conquista do prêmio também é compatível com a proposta do Branding 3.0, de usar soluções sustentáveis para a atividade de cada empresa”, afirmam. Bom para o meio ambiente, melhor para a imagem da empresa. Em entrevista publicada no site Um Amor de Mau Humor, Fred Gelli, diretor de criação da agência, contou que diversas empresas tentaram comprar a ideia, mas as agências negaram as propostas. “Eles não vendem porque o conceito vem acompanhado de uma causa maior que vender produtos”, afirmou. Por enquanto, as folhas foram utilizadas como flyers para o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira.

“Elephant in the room”

“Elephant in the room” (Elefante na sala) – é um idioma Inglês. Ele é usado para se referir a um problema ou risco de que toda a gente sabe muito bem, mas ninguém fala ou quer discutir, porque é tanto tabu ou constrangedor. É baseado na idéia de que um elefante em uma sala seria impossível de ignorar. As pessoas na sala que fingir que o elefante não está lá fizeram a opção de ignorar o problema e se preocupar com outras questões pequenas e irrelevantes. Algumas alternativas são a expressão “elefante na sala ‘,’ elefante no canto ‘,’ elefante na mesa de jantar”, “elefante na cozinha”. O elefante foi concebido para representar a pobreza no mundo Em setembro de 2006, o artista britânico Banksy, definir a frase em forma visual com uma exibição de um elefante pintado em um quarto em uma exposição de arte em Los Angeles. O tema da exposição era a “POBREZA GLOBAL“. Embora seja um problema de todo mundo sabe que existe, as pessoas preferem ignorá-lo e evitar falar sobre isso. Pintando o elefante no mesmo padrão em negrito como papel de parede da sala, o artista enfatizou o significado da frase, tanto por fazer o elefante ainda mais óbvio e dando aqueles que optaram por ignorá-la uma oportunidade para fingir que tinha misturado no fundo papel de parede.

ARTE NA CAÇAMBA.

Oliver Bishop-Young é um artista inglês que tem interesse em reaproveitar TODAS as coisas.Dessa vez,em seu trabalho em Londres,ele transformou caçambas de entulho em ambientes muito agradáveis.O nome desse projeto é Skip Conversions. Vale a pena pensar em como reaproveitar o que ,aos olhos de muitos,parece inútil.

MSK GRAFFITI.

Membros do MSK (Los Angeles) nos últimos anos!

ECO GRAFFITI.

grafite-2.jpg Lama, grama ou terra. O importante do Eco Grafite é passar a mensagem sem agredir o planeta / Fotos: Divulgação Um pouco de terra molhada, grama e responsabilidade socioambiental foram suficientemente férteis para se plantar, em meio a prédios e ruas, o Eco Graffiti. A criativa expressão artística chama a atenção de quem passa pela cidade e se depara com estêncil de lama, murais de grama e verdadeiras obras de arte e protesto nas paredes. Do caos a lama Acreditando que não apenas a arte, mas também o que se usa para se expressar através dela deve ser considerado, o jovem artista Jesse Graves optou por um material natural e, no mínimo, pouco utilizado: a lama. Com um molde reutilizável, a terra úmida e esponjas, Graves espalha pela cidade de Milwaukee, no estado americano de Wisconsin, ideias de uma vida mais verde, saudável e responsável. Para levar sua mensagem, Jesse abdicou das tintas em spray e criou o MSR (Mud Stencils Rule ou Prática de Stencil com Lama) para dar, literalmente, um toque verde ao ambiente urbano. “Comecei a usar o estêncil com lama para colocar a consciência ambiental nos espaços públicos e escolhi o material porque é a substância fundamental à vida – lógica das minhas mensagens”, explica Graves. grafite-6.jpg Na foto acima, Jesse escreve “Eat Wild” em referência a uma alimentação saudável e o mais natural possível. Em seu site, o artista ensina como fazer e aplicar o molde (claro que utilizando como matéria-prima a lama ou barro), mostrando que de maneira simples e sem muita bagunça, o stencil de lama pode ser feito por quem quiser. Grass What? O Eco Graffiti traz a natureza para o urbano sem precisar entrar em choque com as linguagens habituais do mundo moderno. Não podemos ter árvores? Coloquemos, então, grama nas paredes. Faltam jardins meio às grandes pistas de carros? Um cheiro de grama molhada na calçada já pode ajudar a criar um clima menos estressante. A designer Edina Tokodi também é adepta dessa ideia e projeta em paredes de construções e locais abandonados obras de arte que usam madeira como forma e grama como conteúdo. Plantando murais e figuras, a artista criou o projeto Grass What? (Grama o quê?) que possibilita um contato especial entre a cidade e a vegetação. grafite-7.jpg Grama na parede. Assim é exposto o projeto Grass What? da artista. “Eu acho que a nossa distância da natureza é um clichê. Os moradores da cidade muitas vezes não têm relação com os animais ou vegetação. Como um artista público sinto o dever de chamar a atenção para as deficiências em nossa vida cotidiana,” pontua Tokodi, Edina tem cuidado com suas plantas e frequentemente volta ao seu sitio para visitá-las, mas diz que a partir do momento que as coloca em ruas públicas que a vegetação realmente ganha vida, mas ela se preocupa. “Como cultivadora de uma sensibilidade eco-urbana, fico curiosa para saber como as pessoas irão receber as criações, se vão gostar, cuidar ou simplesmente abandoná-las, e isso é o que torna o meu trabalho semelhante ao graffiti”, acrescenta Tokodi. grafite-5.jpg Com madeira e plantas, Tokodi leva para ruas e becos um pouco de vida vegetal. O grafite na sociedade Desmitificando o antigo paradigma de “degradação de patrimônio”, o graffiti ganha a cada dia mais profissionalismo e se estabelece na sociedade como uma incrível ferramenta de expressão cultural, artística e política que se comunica de maneira respeitosa com o meio público e a população. Denis Sena, artista plástico e, sem medo ou vergonha de dizer, grafiteiro baiano, acredita que a arte urbana é um dos importantes veículos de comunicação, principalmente dentro de bairros e comunidades, onde o diálogo entre imagens e cidadãos é um forte agente transformador. “A arte Urbana tem o objetivo de dialogar com a realidade, gritar sem fazer barulho. Então ela assume o papel de informar e contribuir com a transformação positiva da comunidade”, pontua Sena. grafite-3.jpg Mesmo sem usar materiais alternativos, o grafite pode assumir compromisso social. Na foto acima, mais uma criação feita com lama e estêncil. Mesmo usando as tradicionais tintas, o artista que transmite boas mensagens em desenhos do graffiti acredita que a arte também deve ter responsabilidade e aposta na arte-educação como instrumento para construção de cidadãos . Há nove anos integrando a organização não-governamental Projeto Cidadão, situada em Salvador, Denis afirma: “Em minhas intervenções eu falo sobre amor e paz, não adianta querer o fim da violência se você a reproduz nas paredes. Comecei a me interessar ainda novo por grafite através do Projeto Cidadão que ficava em meu bairro, por isso acredito que a arte-educação influencia o contexto e deve ser levada a sério”.

Galeria Yago China.

Confira a galeria de Yago( China), um dos artistas da save the animals include you da cidade de Jundiaí. Clique aqui. Conheçe algum artista ou quer ter seus tabalhos publicados aqui? Mande um email para savetheanimalsincludeyou@gmail.com

  1. Sou artista plástico desde os anos 80, trabalho com stencils em casa.
    Gostaria de contactar convosco para saber em que condições posso colaborar neste tipo de arte.

    Vasco Torres

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