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Comentário sobre a coleção ‘Pelemania’ da Arezzo

Eu contribuo com um blog de moda, além de postar aqui no Save. Nele, trato de atualizar os leitores sobre novidades acerca de moda e pop culture, falando, também, de algumas atualidades no meio tecnológico que contribuem em muito no dia-a-dia, especialmente, feminino. Quando tenho que tratar de assuntos que vão de encontro com coisas que ‘prego’ e vivo – como, por exemplo, quando tive de falar num post que uma das tendências do inverno é o uso de pelos em detalhes de roupas e sapato -, o faço de modo um tanto quanto desgostoso e de maneira a defender minhas idéias. Isso é muito difícil. Na maioria das vezes, quem faz esse tipo de coisa, é tido como ecochato ou algo do tipo, tentando mostrar um ponto de vista que muitos veem com maus e leigos olhos.

Dentro desses muitos, pode enquadrar-se o dono da marca Arezzo e alguns milhares de defensores dos animais que apareceram repentinamente no Twitter ontem, deixando a tag #arezzo o dia todo como o assunto mais falado nacionalmente no microblog. Em entrevista prestada ao Jornal Folha de São Paulo, Anderson Birman, diz que a escolha das centenas de peles que foram usadas para a produção do que ele cogita que sejam 300 peças, não é exclusividade da marca, mas uma tendência que aparece em diversos editoriais internacionais. E aí você questiona: E O KIKO? Diante das reações no microblog, a decisão tomada pela marca foi a retirada das peças de todas as lojas no país. Entretanto, somente as de pele de raposas, as quais principiaram toda essa discussão, excluindo desse número as peles de coelho que também estão presentes em diversas peças da marca.

Ao tentar se ‘justificar’, se ‘redimir’, Birman disse que todas as peças que levam pele de raposa vêm de produtores que têm legalidade com o produto que trabalham, que têm certificados de origem e legalidade, ‘tudo que os parâmetros de sustentabilidade permitem’. Percebeu aí a banalização do termo que tenta unir desenvolvimento e preocupação com o meio-ambiente? Pele legalizada = sustentabilidade? Ele disse, ainda, que não se exporá à uma discussão ‘que não tem nada de construtivo a ninguém’ com ‘ambientalistas de plantão’, pois isso somente tiraria o foco real da marca, que é a promoção de sua nova coleção. Agora vem falar de sustentabilidade? PRA CIMA DE MIM?

O que mais me fez querer matar e morrer sobre o assunto foi a seguinte declaração: Folha pergunta ao dono da Arezzo se eles também retirariam do mercado as peles de coelho que estão nas aráras da marca. Como resposta, Anderson Birman diz que ‘todo animal que está na cadeia alimentar, não tem como. Você vai a um restaurante e come coelho no mundo inteiro. É produção de proteína animal, é uma coisa que tem quem goste e quem não goste, mas está na origem do ser humano. E tem o uso da pele de ovelhas também, é um uso milenar’ tentando justificar com erros alheios seu próprio erro.

Todos sabemos que o uso de pele não é de hoje, mas não podemos ignorar a gama de soluções tecnológicas na indústria da moda para que milhares de vidas de animais sejam poupadas todos os anos para satisfazer uma vontade vazia, onde o que conta mais é o status (ridículo) que vem junto do casaco de pele. Além de soluções tecnológicas, pergunte a uma madame que adquire com o maior orgulho do mundo – além de deixar na loja o olho da sua cara por um casaco -, se ela sabe a precedência deste. Não sabe porque não quer ver; temos no post de ontem sobre a mesma coleção um vídeo que mostra a dimensão do banho de sangue que é feito para que elas se sintam quentinhas no inverno. Mais frio que o próprio inverno que as exige a compra de casacos (cachecóis, bolsas e botas) de pele (pelos, couro ou qualquer outro ‘adereço de moda’ de origem animal), é o sangue delas mesmas, ao ignorar o fato de toda crueldade que estão vestindo.

16/04/2011 – dia de sair às ruas e protestar!

No próximo sábado acontecerão manifestações em diversas capitais do mundo  - como Paris e Lisboa – em prol do Dia Internacional de Protesto contra a Experimentação Animal e a Vivisecção. A promoção das manifestações no Brasil é feita pelo grupo Cadeia Para Quem Maltrata os Animais, organização não-lucrativa. A partir delas, o grupo pretende tornar público o que é feito internamente aos laboratórios de diversas empresas e instituições de pesquisa espalhadas pelo país, experimentos que torturam e matam milhares de animais todos os anos.

No Brasil, as capitais escolhidas para sediar as manifestações foram São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba. Abaixo, você se informa melhor sobre os locais e horários dos acontecimentos.

Rio – Dia 16 de abril, Lagoa Rodrigo de Freitas, 10 horas, Parque dos Cachorros
http://www.facebook.com/event.php?eid=133163703422789&ref=nf

SP – Dia 16 de abril, Vão do MASP, 10:00
http://www.facebook.com/event.php?eid=175511835834727&ref=nf

BH – Dia 16 de abril, Praça Sete, 10 horas
http://www.facebook.com/event.php?eid=153886721337992&ref=nf

Brasília – Dia 16 de abril, em frente ao Ministério de Ciência e Tecnologia, 12:00hs
http://www.facebook.com/event.php?eid=148126435250029&ref=nf

Curitiba – Dia 16 de abril, Rua XV de Novembro, 10:00hs
http://www.facebook.com/event.php?eid=188843417817458&ref=nf

(Via Vista-se)

Informação em rótulos do Rio de Janeiro

Informação é tudo; ninguém se forma se não se informa. Uma pessoa não tem argumentos se não souber do que está falando e também pode dar uma de ‘joão-sem-braço’ por falta de informação.

Essa é a justificativa de muitos que pretendem virar vegetarianos/veganos, mas não o fazem porque dizem ser leigos quanto a alimentação de tais adeptos, por exemplo. Justificativa que poderia, também, ser usada por consumidores que compram compulsivamente e não sabem como descartar determinados produtos que, muitas vezes, têm de ter um tratamento específico. PODERIA, eu disse, porque no Rio de Janeiro não pode mais.

A partir do segundo semestre de 2011, os produtores de variedades consideradas nocivas ao meio-ambiente terão de informar em seus rótulos qual é o tempo de decomposição daquele produto e qual seu descarte mais adequado. Um prazo de 180 dias a partir de 25/03/2011 – quando foi aprovada essa sanção – foi dado a eles para que se adequem. Essas ‘variedades’ compreendem pilhas, baterias, derivados de petróleo, defensivos químicos, etc.

As informações devem estar alinhadas com as normas de disposição de descarte dos produtos determinadas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Se houver descumprimento da norma, o fabricante, importador, distribuidor, ou varejista fica sujeito a punições, desde multas até o cancelamento da inscrição estadual. O dinheiro conseguido com elas será destinado a fundos estaduais de educação ambiental e proteção ao meio ambiente.

Uma ótima idéia é a união de outros estados na iniciativa. Imaginem o impacto no meio ambiente de tal ação nas duas maiores capitais do país? Well done, Rio!

 

Torne-se vegano!

O que mais se ouve, tratando-se de transição onívoro/carnívoro-vegetariano/vegano é a falta de domínio sobre aquela questão famosa: o que comem essas pessoas?
Ao procurar por coisas bacanas que divido com vocês aqui no STA, encontrei o blog Gato Preto, direcionado às questões do veganismo. Dando uma olhada pelo site, descobri que eles disponibilizaram para download um guia de 14 páginas para que você faça essa transição de forma consciente. O livreto conta com informações sobre direitos animais, o que é o veganismo, testes em animais, como fazer uma transição, receitas, uma sugestão de cardápio vegano, questões sobre saúde, B12, impactos no meio ambiente, perguntas frequentes e sugestões de leitura e filmes.
Você consegue o download nesse link ou, se quiser contribuir com a organização Gato Preto, compre a versão impressa (em papel reciclado); os pontos de venda em São Paulo e Belo Horizonte estão disponíveis na mesma página.

Ex-matadouro transformado em abrigo de animais abandonados

Em Lavras, no sul mineiro, pertinho de onde eu moro, a prefeita Jussara Menicucci doou para a ONG da cidade Parque Francisco de Assis o antigo galpão usado como matadouro municipal. Ele terá como novo uso a recepção, recuperação, promoção de adoção e redução do abandono e dos maus-tratos com animais.

O lema da ONG é “Trabalhamos para transformar um ex-abatedouro em um espaço de cura”. Bacana, né? Fiquei feliz de saber que iniciativas como essa também acontecem por aqui, perto de uma cidade com tantos cachorros abandonados pelas ruas, como é a minha.

Abaixo, um vídeo com fotos do projeto ‘Mãos à Obra’ e da transferência para o novo local.

Mensagem vegetariana de Ziggy Marley

O cantor filho do ícone Bob Marley passou pelo Brasil neste mês para shows em diversas regiões. Em Florianópolis, especificamente, ele – que é vegetariano e ativista dos direitos de animais – e toda sua equipe se aproveitaram das opções vegetarianas e veganas do restaurante Daissen, especializado em alimentos sem crueldade.

O cantor ainda recebeu da Sociedade Vegetariana Brasileira uma camiseta da campanha Segunda sem Carne, a qual ganhou seu total apoio!

 

Mais um importante apoio da indústria cinematográfica às causas veg(etari)anas; outro nome a ser posto naquele hall dos influentes do veg(etari)anismo!

(Via Vista-se)

UEM adere ao ‘Meat-free Monday’

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) – PR, com o apoio do reitor, adere pela primeira vez nessa segunda-feira, 21, à ‘Segunda Sem Carne’. O menu escolhido para o Restaurante Universitário (RU) é arroz, feijão, creme de milho, repolho chinês, tabule, barra de cereal e frutas.
A iniciativa partiu da Sociedade Vegetariana do Norte do Paraná (SoVeNP), que conta com associados dentro da Universidade, e pretende com o dia livre de carnes beneficiar não só os animais mas, também, a saúde dos alunos e funcionários que usufruem do RU.

Acredito, eu, que um projeto como este deveria tornar-se medida nacional entre todas as universidades públicas. Eu sei bem o que é não contar com quase nenhuma opção de alimentos sem carnes numa cantina de faculdade! A acessibilidade geral, tão pregada no meio acadêmico, peca nesse aspecto. Hora de mudanças, não?
Se você estuda em Universidade pública, EXIJA melhorias no cardápio da cantina e/ou do RU!

3º Delivery Vegano é inaugurado em São Paulo

Se você é vegano e sempre ficou com preguiça de recorrer às possibilidades que a cidade de São Paulo te oferece ou, ainda, se você sempre quis experimentar um cardápio livre de crueldade, aqui está mais uma opção está à sua disposição.

O disque-entrega tem o nome de Empreendimento Embaúba e atua na região do ABC Paulista. As opções não contém carnes, lacticínios, mel, gelatina, ovos ou qualquer outro ingrediente de origem animal. Eis o menu:

Congelados:
Hamburguer de soja
Hamburguer de grão de bico
Hamburguer de lentilha
Esfiha de tofu com tomate seco
Torta de legumes e palmito com massa de grão de bico

Doces:
Cookie (sem açúcar)
Harebô (doce de amendoim)

Pra completar um serviço pró-saúde e sustentável, as entregas são feitas de bicicleta! Não é lindo? Faça seu pedido pelo (11) 4427-8034. Quisera eu morar nas redondezas essas horas…

The Radiant Child – A Criança Radiante Jean-Michel Basquiat(FILME)

http://4.bp.blogspot.com/-zn6A6DIgdiE/TgVgyjTiVKI/AAAAAAAACa8/H0EkAIhtEts/s1600/jean-michel-basquiat-the-radiant-child.jpg

Grafitando paredes e muros no Lower East Side de Manhattan.  Jean-Michel Basquiat iniciou sua carreira artística na década de 1970,   Em 1981, pintou sua primeira tela e, pouco depois, já era internacionalmente reconhecido, além de admirado por leigos e especialistas. Tamra Davis, amiga do artista, realizou diversos registros de Basquiat praticando sua arte, assim como uma longa entrevista em que falava de suas motivações e ideais. Tempos depois, ela decide recuperar o material e, acrescendo-o do relato de amigos e colegas, elaborar esta homenagem.

traller:

 

 

download:

 

http://www.filesonic.com/file/1165907544

‘Tom Maior’ quer levar à passarela animais selvagens

Voltamos à era dos animais como forma de entretenimento! Achei que tínhamos deixado esses tempos obscuros para trás, mas eles estão aí, agora, na festa mais tradicionalmente brasileira.

A escola de samba ‘Tom Maior‘ pretende levar, como parte de seu desfile deste ano, uma jaguatirica, onça parda e algumas aves – e não de papel ou isopor. Ela pretende, com isso, alertar para a preservação ambiental e dos animais.
Entretanto – graças a Deus -, nada será tão fácil assim. O presidente da ‘Tom Maior’, Marko Antonio da Silva, foi convocado para prestar explicações formais, no próximo dia 2 de março. O promotor responsável pela investigação, aberta pela Promotoria do Meio Ambiente de São Paulo, José Ismael Lutt, pretende entrar em acordo com Silva para que os animais não sejam levados ao sambódromo, uma vez que a pressão de ambientalistas (defensores da idéia de que o stress causado aos animais é inquestionável, visto o forte barulho do local) está muito grande. Nessa situação, levar os animais para o desfile é considerado ‘maus-tratos’ e, caso não haja acordo, o caso será levado à Justiça. Vamos esperar o desfecho da situação – e que ela seja favorável à parte mais fraca do elo.

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