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Rolos de papel higiênico viram arte
Agora os rolos de papel higiênico que você joga no lixo têm nova utilidade. A artista plástica francesa Anastassia Elias mostra seu talento ao reaproveitar e transformar os rolos usados em pequenas obras de arte.
A artista corta pequenas figuras de papel e cola dentro dos rolos, como se fossem túneis de base para a imagem criada. Além disso, Anastassia ainda utiliza pinças para mudar as posições das peças e colocar tudo no lugar em que deseja.
Sayaka Ganz – a beleza improvável do lixo
Sayaka ficou impressionada desde a sua infância, no Japão, pela crença Shinto de que os objetos descartados prematuramente choram à noite no caixote do lixo. Nas suas esculturas, ela alia o carinho por esses objetos à paixão de agrupá-los, como quem monta um puzzle. Esta paixão nasceu da necessidade de integração e harmonia que sentia por ter mudado de país com frequência durante a juventude, o que a obrigou a um ajustar contínuo a novas rotinas e culturas.

© Sayaka Ganz. clique para continuar lendo…
Máquina troca garrafa PET por dinheiro
Enquanto quase todo lixo descartado em São Paulo vai para aterros, na Holanda apenas 3% do lixo tem esse destino. Quase metade do lixo doméstico é incinerado. A energia gerada da combustão aquece as casas e ilumina parte da capital holandesa, Amsterdã. Além disso, há várias outras iniciativas que motivam a reciclagem no país, como essa máquina que troca garrafas PET vazias por dinheiro. Ela existe em alguns supermercados e funciona da seguinte forma: a pessoa chega, coloca a garrafa de plástico, a máquina pesa e no fim de tudo a pessoa recebe um cupom, que vale dinheiro. Em Amsterdã, três garrafas pet devolvidas para a máquina valem o equivalente a R$ 3.
Isso sim é atitude de pessoas que realmente querem fazer uma mudança no planeta, em vez de inventarem soluções manipuladoras e ineficientes, como a retirada de sacolas plásticas no mercado – uma ótima forma de enganar a população e economizar milhões que seriam gastos com a produção das embalagens.
OBRA DE DESIGNER QUE FAZ MODA A PARTIR DO “LIXO” ESTÁ EM EXPOSIÇÃO EM SÃO PAULO

Uma exposição com vestidos feitos a partir de materiais reaproveitados pode ser vista na Caixa Cultural Sé, em São Paulo. “Salvage – O Requinte do Resto” traz 15 peças originais criadas pela designer brasileira Baby Steinberg.
Radicada no Canadá, a estilista usou de tudo para fazer os vestidos: reciclou filtros de café, flores artificiais, enfeites de natal, chaves e
até capas e carregadores de celulares. Os modelos foram apresentados em desfiles recentes e feiras de moda.
A artista é considerada uma das designers mais criativas e sustentáveis do mundo da moda. Adepta do “Arte para Vestir”, Baby faz suas peças a partir de materiais descartáveis e, por isso, ganhou notoriedade mundo afora.
A exposição fica em cartaz até dia 9 de maio na Caixa Cultural Se e a entrada é franca. Além da mostra, a artista ministrou, gratuitamente, oficinas para 4 turmas.
Documentário Lixo Extraordinário

Você já assistiu ao filme Lixo Extraordinário? Se não, assista. O documentpario concorreu ao Oscar em 2011 e mostra um projeto do artista plástico Vik Muniz no maior aterro sanitário do mundo, Gramacho, no Rio de Janeiro. O filme conta como foi a experiência do artista Vik Muniz ao fazer arte com lixo e transformar a vida de um grupo de catadores.
O filme mostra a vida difícil de pessoas que vivem literalmente no lixo e que dependem dele para a sobrevivência. O artista, que nasceu na classe média baixa paulistana e hoje é um dos maiores expoentes das artes visuais no mundo, trabalha com colagens e montagens de materiais diversos para formar retratos.
Na proposta Lixo Extraordinário (em inglês Wastalend), Vik resolveu chamar a atenção simultaneamente para o problemas ambiental do lixo e social das condições de trabalho dos catadores de Gramacho. Como forma de dar voz e visibilidade aos trabalhadores do lixo, retratou-os como personagens com montagens gigantes feitas de resíduos do próprio aterro. Os resultados são incríveis!
Há retratos fortemente simbólicos, como de um líder da comunidade semeando no aterro, e de outro encenando a morte do pensador Marat, e uma catadora posando com seus filhos num quadro que lembra uma santa.Parabéns Vik.
Recentemente eu assisti ao filme, que em mim causou um misto de indignação, vergonha, tristeza e admiração. São sentimentos aparentemente contraditórios, mas você vai entender.
Assista o trailler acima. Caso esteja lendo o artigo via e-mail ou RSS clique aqui para ver o video.
A admiração vem da força que têm as pessoas que são forçadas a viver entre o lixo para sobreviver. Forçadas, isso mesmo. Por falta de condições centenas de pessoas são forçadas a viver no lixo para retirar dele alguma renda. Ninguém em sã consciência escolhe uma vida daquelas. São homens e mulheres que têm forjado no seu íntimo um instinto de sobrevivência muito forte e digno de admiração. Todos os dias aquelas pessoas enfrentam dificuldades para manter a sua dignidade. Repare nos depoimentos que as pessoas preferem aquela vida a se entregar ao tráfico de drogas, ao crime e à prostituição.
A tristeza é um sentimento que aperta o peito de qualquer pessoa normal e com o mínimo de caridade. É muito triste ver homens e mulheres de bem revolvendo lixo como animais, se alimentando em meio ao lixo, ao mau cheiro e a urubus. Isso é muito triste, afinal são seres humanos, pessoas que não tiveram a mesma sorte que muitos de nós.
No filme um dos catadores faz uma brincadeira que reflete muito bem o que estou dizendo e que expõe uma realidade triste e cruel. Quando ele vê a equipe de filmagem ele grita: “Filma nois aqui para o mundo animal”. A desigualdade social é uma das piores formas de degradação moral, social e humana.
Por fim a vergonha. Vergonha de ser brasileiro. Vergonha do Rio de Janeiro. Vergonha de saber que a cidade que trata daquela forma seus cidadãos é chamada de Cidade Maravilhosa. Vergonha de saber que o mundo inteiro assistiu o filme e pôde comprovar como tratamos aqui no Brasil os pobres. Vergonha de saber que o país está gastando uma fortuna de dinheiro nos preparativos da Copa e das Olimpíadas e não gasta um centavo para mudar a vida sofrida dos moradores de Gramacho. No filme o gerente do aterro deixa escapar, na maior naturalidade, o maior exemplo de inversão de valores do papel do Estado que eu já ouvi. Confiram o diálogo entre o gerente e Vik Muniz:
“G – Os catadores tiram 200 toneladas de reciclado por dia.
VM – Por dia?
G – É representativo a uma cidade de 400 mil habitantes.
VM – Caramba !! É mesmo?
G – Aí você vê a importância do catador hoje pra Gramacho é muita. Ele tá aumentando a vida útil”.
A autoridade conta com os catadores para aumentar a vida útil do aterro sanitário. Ou seja o Estado reconhece, oficializa (pois todos os catadores são identificados com coletes numerados), convive e se apóia na miséria humana dos catadores para aumentar a vida útil do seu aterro sanitário. Isso é o fundo do poço!!!!!!!!!

Gente, o Estado existe para garantir às pessoas uma vida digna e em Gramacho o Estado é conivente com um batalhão de pessoas se debatendo no lixo, acabando com sua saúde em uma realidade terrível e degradante. Isso me causou muita vergonha. Será que o Estado ou as prefeituras não são capazes de retirar aquelas pessoas do lixo? Será que não tem dinheiro para isso?
O lixo é sim uma fonte de renda para muitas famílias mas o Estado pode e deve dar condições para essas pessoas trabalharem com dignidade, em segurança. Onde estão as políticas públicas de coleta seletiva onde o material reciclado já é separado e destinado às cooperativas de catadores? Onde estão os galpões de separação com esteiras e máquinas onde os catadores tem condições de separar o material reciclado? Enfim, são muitas as formas de aumentar a vida útil de um aterro, mas fazer isso sugando a vida de pessoas é uma vergonha.
Assista o filme completo no Youtube.
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Via Coletivo Verde
Documentário “Ilha das Flores” de Jorge Furtado
A Ilha das Flores, que intitula o curta-metragem de Jorge Furtado, é um local na cidade de Porto Alegre aproveitado como depósito para o lixo. Embora seja o assunto central do filme, o lugar aparece somente quando os instantes finais se aproximam e, antes disso, observa-se a trajetória de um tomate desde a colheita ao descarte por uma dona-de-casa, até que chega ao lixão da ilha, numa dinâmica que escancara, com várias retomadas e em detalhes, o processo de geração de riquezas numa sociedade de consumo, com enfoque particular nas desigualdades desse sistema.
Apesar do enfoque, convém ressaltar que são usados alguns (e bons) recursos para manter um teor de impessoalidade do texto. Um desses recursos é o modo de narrar do ator Paulo José, sem grandes variações no tom de voz, sem exprimir qualquer emoção. O texto é trazido de forma meramente expositiva, com um ar quase enciclopédico, sem argumentações explícitas por conjunções ou outros elementos de co-texto, sem metáforas. Desta forma, trata-se com a mesma naturalidade e gelidez a definição de “humano” e um acidente nuclear. Em contraste com a aparente frieza, em vários momentos são exibidas imagens chocantes, como a do porco abatido, dos judeus vítimas do holocausto nazista e das crianças disputando alimentos entre o lixo que sequer servia de alimento para os porcos.
Há, contudo, várias nuances de humor no decorrer das cenas. Ao mencionar a proibição católica ao lucro na Idade Média, por exemplo, religiosos figuram com expressões fechadas numa pintura; posteriormente, porém, as mesmas figuras sofrem uma manipulação e aparecem sorrindo, imagem que coincide com a explicação acerca do lucro livre. Outro momento, — senão cômico, ao menos inusitado, — é a aparição de uma garrafa de Coca-Cola numa pintura egípcia antiga, no momento em que se diz que “tudo sob e sobre a face da Terra tem valor de troca por dinheiro”. Com efeito, a própria cadência repetitiva e dicionarística da narração confere um tom irônico à obra, de certa forma.
Com esses recortes, o filme não apenas aponta as calamidades que ocorrem na Ilha das Flores, mas também as estendem ao Brasil, o que já é sugerido desde o início com a execução da protofonia de “O Guarani”, do maestro Carlos Gomes, tema da Voz do Brasil, o programa de rádio governamental que contempla os ocorridos da — diga-se de passagem, vergonhosa — política nacional. De fato, a mesma música anteriormente mencionada, quando distorcida ao som da guitarra, remete de certa forma a Jimmy Hendrix em Woodstock, e estende o protesto ao mundo inteiro, como numa denúncia das misérias que assolam a humanidade.
O curta termina então como uma manifestação velada contra as políticas que há tempos conduzem populações aos lixões, que põem seres humanos abaixo de porcos. Termina em desabafo, com um discurso sobre liberdade, “palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda”.
Via Oitinerante
Créditos.: Marina di Pietrantonio
Designer reutiliza brinquedos do lixo em esculturas
Quem é que não lembra dos seus brinquedos favoritos? Trazendo a nostalgia para o trabalho, o designer Robert Bradford coleta e reutiliza brinquedos que foram jogados no lixo para colorir divertidas esculturas de animais, pessoas e objetos. Geralmente, Bradford utiliza pequenas peças para montar as esculturas e já chegou a utilizar 3.000 brinquedos em uma única obra. Ele tambémreutiliza pedaços de plástico coloridos e outros objetos, como pentes, botões, pincéis e pregadores de roupa.
O designer começou a considerar a possibilidade de que os brinquedos esquecidos por seus filhos poderiam se tornar parte de algo maior. Bradford diz que gosta da idéia de que as peças de plástico têm uma história, um passado desconhecido, sem falar que também fazem parte de uma cultura, já que cada uma das peças representa uma geração no tempo. É legal tentar identificar através das imagens, os brinquedos da sua época que fazem parte da coleção de esculturas.

História das Coisas
Todo mundo sabe que nenhum aparelho eletrônico dura para sempre (com exceções, claro – talvez seu gameboy color consiga durar séculos e você possa jogar Pokémon para sempre), mas alguns podem ser feitos especialmente para quebrar e ficarem desatualizados após alguns meses de uso.
Quem paga esse preço? Não é só você, caro leitor que comprou o produto, mas o planeta inteiro.
Confira esse vídeo, que está famoso no YouTube e que nos faz refletir um pouco sobre nossos hábitos de consumo:
O projeto “História das Coisas” quer fazê-lo refletir sobre o que você compra, quanto você compra, quanto você usa e como isso é descartado. O argumento principal do vídeo é que nós, consumidores, estamos sendo enganados. Compramos aparelhos que irão ser desatualizados em um curto período e, depois desse tempo, somos “forçados” pelas empresas e pela própria sociedade a trocar o aparelho por uma versão mais moderna.
As coisas que compramos não são feitas para durar porque, se o que comprássemos durasse mais tempo, nós não compraríamos novos produtos tão frequentemente e as empresas venderiam menos do que gostariam.
Os gadgets que não queremos mais não ficam depositados em nossas casas e as empresas não os aceitam de volta – então eles vão parar no lixo, e as substâncias tóxicas que aparecem nos componentes dos eletrônicos vão parar nas águas, no solo ou no corpo de um animal ou outra pessoa. Então além de consumirmos boa parte dos recursos naturais do planeta com a produção em massa de eletrônicos, “pagamos” a Terra em lixo tóxico, prejudicando ainda mais o meio-ambiente.
Pode até parecer uma teoria da conspiração, mas pense em quantos celulares você teve nos últimos anos. O que você fez com eles? E, mais importante, porque trocou tantas vezes o modelo?
Então qual é a solução para tudo isso? Ninguém está falando para você continuar a usar aquele tijolão da Nokia que era moda quando você tinha 15 anos, mas será que você precisa trocar de celular só porque o novo modelo tem uma câmera melhor, quando você nem usa a câmera do telefone direito?
O projeto “A História das Coisas” não pede que ninguém pare de consumir, mas que reflita se todo o consumo é necessário.
Qual é sua opinião, leitor? O documentário está certo? É muito alarmista? É só mais uma teoria da conspiração? Conte-nos nos comentários. [Gizmodo]











