Sem roupas para salvar o Mar Morto

O fotógrafo americano Spencer Tunick, famoso por seus retratos de nus coletivos, fotografou mil pessoas sem roupa à luz do amanhecer na margem israelense do Mar Morto, o lugar mais baixo do planeta. Um dos objetivos do fotógrafo foi chamar a atenção para a causa ambiental e tentar ‘salvar o Mar Morto’.

Segundo divulgado pela agência EFE,o artista é judeu e sua família vive em Israel, por isso a afeição pela região. A etapa de seu projeto fotográfico no Oriente Médio teve como objetivo chamar a atenção de autoridades mundiais sobre o fenômeno de desaparecimento do Mar Morto, dono de abundante quantidade de sal.

Para realizar o projeto, com o qual sonhava desde o início de sua carreira, Tunick arrecadou dinheiro através da internet. Mais de 700 pessoas responderam ao seu pedido e forneceram aproximadamente R$ 60 mil reais.

‘Amo Israel e faço isto para salvar o Mar Morto, que em 50 anos pode desaparecer’, disse mais tarde à imprensa o artista nova-iorquino, que destacou que se trata do ‘único país do Oriente Médio onde é possível efetuar este trabalho’, disse o fotógrafo.

Tunick pediu aos voluntários, em sua maioria jovens, que ficassem de costas, em direção ao lado jordaniano, e depois que recriassem a foto turística mais famosa do local, flutuando a mais de 400 metros sob o nível do mar.

Em seguida, houve outras originais composições na margem, que o fotógrafo dirigia por meio de um megafone de uma pequena torre de salva-vidas.

 

Seu propósito inicial era fazer as imagens no porto de Tel Aviv, mas os custos e a polêmica o fizeram mudar de opinião. O nome da praia onde as fotos acabaram sendo produzidas foi mantido em segredo até o último minuto, inclusive para os modelos.

A razão para o mistério é que o projeto havia sido alvo de duras críticas dos setores mais intolerantes do Estado judeu. O deputado Zevulun Orlev, do partido ultranacionalista Habait Hayehudi,  definiu o projeto como uma ‘Sodoma e Gomorra’ fotográfica.

Já um de seus colegas no Parlamento, Nissim Ze’ev, do partido ultra-ortodoxo sefardita Shas, declarou que via na ideia ‘uma forma de prostituição’.

via

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Sobre Gustavo Brossi

Fundador do projeto Save The Animals Include You, skatista, videomaker, autoditada e acredita na humanidade.

Publicado em 03/10/2011, em Meio Ambiente, Ser Mais Humano e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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