Grafiteiros criam Museu Aberto de Arte Urbana em São Paulo

Pilastras de metrô grafitadas se transformam no 1º Museu Aberto de Arte Urbana, em São Paulo

As pilastras sujas e cinzas da avenida Cruzeiro do Sul, na zona norte de São Paulo, vão dar lugar a 68 painéis de grafite. Neste fim de semana, 58 grafiteiros deram início às pinturas do 1º Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo.

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O projeto surgiu após a detenção de 11 artistas, em abril deste ano, quando eles grafitavam o mesmo local. Dessa vez, eles contam com o apoio da Secretaria do Estado da Cultura e do Metrô, que contribuíram com tinta e spray.

“Pensamos na delegacia que não era mais possível responder por crime. Somos artistas, reconhecidos pela cidade. A ZN é o nosso bairro, sempre pintamos na região e ali sempre é muito sujo. Foi uma surpresa para gente receber esse apoio”, afirmou Chivitz, que idealizou o projeto com Binho enquanto estavam na delegacia aguardando o registro da ocorrência de crime ambiental.
O projeto também desenvolverá ações educativas em escolas da região para incentivar o gosto pela arte urbana em crianças e adolescentes.A pintura deve durar dez dias. Entre os artistas participantes estão Zezão, Tinho, Ricardo AKN, Minhau, Speto, Presto e Highraff. “Além dos mais experientes, também convidamos artistas jovens, que estão começando, e que são da zona norte. A intenção é que moradores e grafiteiros cuidem da sua região”, explicou Chivitz.

“Reconhecer o valor da arte urbana é promover a diversidade dos olhares sobre a cultura e sobre a cidade. O grafite feito dessa forma organizada ajuda no desenvolvimento de talentos artísticos e a preservar e embelezar um lugar deteriorado. Nem todo mundo gosta de grafite e não é obrigado a gostar, mas nas pilastras públicas não vai incomodar ninguém”, afirma o secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, que confessa já ter mandado apagar muitos grafites que não tinham autorização.

Baixo Ribeiro, curador e proprietário da galeria Choque Cultural que colaborou no projeto, destaca a importância da ação para o modo de se pensar o espaço público urbano.

“O grafite não tem a ver com moda. A arte pública, como nesse caso, é importante para aproximar mais a população da arte, desde especialistas até pessoas mais simples. É a democratização do acesso à arte. Grande parte da população vive em centros urbanos, precisamos aprender a lidar com esse espaço público que cada vez mais será dividido por mais pessoas”.

Além da avenida Cruzeiro do Sul, outros espaços públicos estão sendo destinados para arte urbana em São Paulo, como o painel de Daniel Melim na Luz e de Osgemeos no Vale do Anhangabaú, ambos na região central.

“Berlim é um exemplo de ações nesse gênero. É uma cidade que já tem essa cultura de conciliar a arquitetura com a arte em espaços públicos”, afirmou Ribeiro.

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Sobre Gustavo Brossi

Fundador do projeto Save The Animals Include You, skatista, videomaker, autoditada e acredita na humanidade.

Publicado em 10/10/2011, em Arts e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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