Cultivo de microalgas pode ajudar no sequestro de carbono

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Microalgas também podem ser utilizadas para o sequestro biológico de carbono da atmosfera/Foto: Agriculturasp

Utilizar as microalgas tanto para o sequestro biológico de dióxido de carbono (CO2) atmosférico em larga escala como para produzir biomoléculas para diversos fins, a exemplo das áreas de energia e agricultura, é o objetivo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que em parceria com a Braskem estão cultivando células de microalgas em laboratório.

Além de serem fontes de biomoléculas para o desenvolvimento de novos produtos, com aplicações nas indústrias alimentícia, cosmética, farmacêutica e petroquímica, as microalgas também podem ser utilizadas para o sequestro biológico de carbono da atmosfera.

Entretanto, justamente em função do aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, causado pelo aquecimento global, esses microrganismos têm diminuído nos oceanos nos últimos cem anos. Uma perda que contribui ainda mais para o aumento de CO2 na atmosfera e para a diminuição das cadeias alimentares oceânicas e dos recursos pesqueiros, apontam estudos internacionais.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Braskem, por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite), que apoia projetos de pesquisa desenvolvidos em cooperação entre centros de empresas e instituições acadêmicas, além de institutos, em regime de cofinanciamento entre a Fundação e as empresas.

O projeto

Por meio do projeto, iniciado há um ano, pesquisadores da UFSCar desenvolveram um fotobiorreator fechado contínuo de bancada, com capacidade de 200 litros de água, para cultivar células de microalga do gênero Chlorella vulgaris em casas de vegetação.

Na próxima etapa, em 2012, os pesquisadores pretendem aumentar a capacidade do equipamento para mil litros de água. E, no fim do projeto, em 2013, atingir a capacidade de produção controlada de uma cultura de microalga em 3,5 mil litros de água, em ambientes naturais.

“O fotobiorreator com capacidade de 200 litros de água é um híbrido do sistema de produção de microalgas em tanques abertos e de um biorreator fechado, reunindo as boas características de cada um deles”, explicou à Agência Fapesp Ana Teresa Lombardi, professora da UFSCar e coordenadora do projeto.

Apesar de apresentar menor custo e maior facilidade de manutenção, em comparação com fotobiorreatores fechados, os tanques abertos têm alto risco de contaminação e inviabilizam a manipulação bioquímica da composição das microalgas – o fator que possibilita originar biomoléculas para a produção de diversos compósitos.

Por meio de diversos experimentos de controle de fisiologia das microalgas e técnicas de análise térmica, que devem ser realizados em um laboratório de biotecnologia de algas a ser construído na UFSCar, os pesquisadores pretendem desenvolver biomoléculas energéticas para produção de biocombustível.

Já o resíduo final de todo o processo de cultivo no fotobiorreator, como o meio de cultivo e as próprias microalgas, também será testado para uso em cultivo de hortaliças e para recuperação de vegetação nativa e de solos degradados de cerrado.

“O projeto tem caminhado muito bem. O primeiro objetivo, que era o de aumentar a produtividade das microalgas e controlar a composição bioquímica delas, já foi praticamente atingido”, destacou Lombardi.

O próximo objetivo a ser atingido pelos pesquisadores será o de aprimorar a tecnologia de cultivo contínuo, aumentando o controle do estado fisiológico das microalgas.

Via Eco desenvolvimento

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Sobre Vitor Souza

tem 25 anos é formado em Engenharia Ambiental e Sanitária. @vitorhc_ E-mail Site Save no Facebook

Publicado em 11/11/2011, em Meio Ambiente e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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