SKATE DANDO CARA NOVA À CIDADE DE SÃO PAULO

Vocês lembram aquela treta que rolou em janeiro porque os skatistas eram proibidos de andar de skate na Praça Roosevelt e mesmo assim usaram e foram reprimidos violentamente pela Guarda Civil Metropolitana?

Então, na época a Subprefeitura da Sé promoveu reuniões envolvendo a comunidade – moradores e lojistas da região, representantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e skatistas. As partes foram ouvidas e o consenso foi que todos os grupos deveriam ter direito à praça e à cidade. Foi diagnosticado também que os skatistas sempre foram importantes para a manutenção da praça mesmo em tempos de negligência da administração pública. Foi reconhecido inclusive que enquanto não houver lugares específicos para a prática do esporte conflitos como este de janeiro continuarão a acontecer.

O resultado dessas reuniões é que agora a prefeitura quer aproveitar esse “ímpeto e destemor” dos skatistas para revitalizar outras áreas da cidade em situação de abandono. “Pensamos no skate como elemento de reabilitação de praças e lugares de uso comum”, revela o subprefeito da Sé, Marcos Barreto, “Os skatistas ganham espaços propícios à prática do esporte e nos ajudam a reabilitar áreas que hoje viraram depósito de entulho. Todos saem ganhando, inclusive os demais moradores da capital: com novos espaços, os jovens deixarão de utilizar áreas inapropriadas para o skate, como a Avenida Paulista.”

Será necessária a identificação desses pontos favoráveis à revitalização para prática do skate e a adaptação dos mesmos como construção de rampas para as manobras. A notícia boa é que esses pontos revitalizados devem ser projetados para a integração com a comunidade local e se tornar espaços de coexistência. Idosos, crianças, pessoas com seus animais de estimação, praticantes de caminhada e ginástica, além dos skatistas poderão utilizar a mesma área.

Alguns lugares já estão sob análise e o primeiro escolhido foi o Parque Dom Pedro II, que é facilmente adaptável para um complexo de esportas e cuja revitalização já estava inclusa nas propostas de campanha do atual prefeito Fernando Haddad. Outros lugares que estão em vista para inclusão no projeto são a Baixada do Glicério; a Praça Julio Mesquita, a esquina das avenidas São João e Duque de Caxias; e embaixo do Viaduto do Café, na Bela Vista, onde antes havia um ringue de boxe. Pode demorar um pouco para as rampas sairem do papel, o motivo é a falta de verbas da Subprefeitura da Sé, porém essas áreas não precisam de uma manutenção muito despendiosa para os cofres públicos e também existe interesse da prefeitura em estabelecer parcerias público-privadas para a realização desse projeto, o que já acontece com as áreas verdes e já rolou no Rio.

O subprefeito da Sé reconhece que existem cerca de 500 mil skatistas na cidade, segundo o vice-presidente da Confederação Brasileira de Skate (CBSk), Edson Scander, apenas na região central são 20 mil. O fato de skatistas andarem em grupo na maioria das vezes e quase que obrigatóriamente frequentarem o espaço público para a prática do esporte reforça a importância desse esporte como instrumento de coesão social de uma grande parcela da juventude paulistana e até de outras regiões da Grande São Paulo.

via

Anúncios

Sobre Gustavo Brossi

Fundador do projeto Save The Animals Include You, skatista, videomaker, autoditada e acredita na humanidade.

Publicado em 05/04/2013, em Política, Ser Mais Humano, Skate e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: