Lixo de Jundiaí será transformado em energia com laboratório

201308272138978968 Aguinaldo Leite e Cristiano Guimarães estiveram na Alemanha. Parceria trará mini usina para processar o que coleta

A possibilidade de Jundiaí receber um laboratório da Universidade de Braunschweig, alemã, para estudo sobre resíduos sólidos pode render, ainda, a transformação de todo o lixo coletado na cidade em energia e fertilizantes. A parceria entre a prefeitura e a universidade está em análise, porém, projeções de melhorias com a vinda do centro tecnológico já são feitas.

Conforme noticiou o JJ Regional, a definição do trabalho em conjunto entre jundiaienses e alemães no estudo de processamento dos resíduos sólidos aconteceu durante o Encontro Matchmaking, realizado na cidade de Bonn, na Alemanha, onde fica a Universidade de Braunschweig. De acordo com o secretário de Comunicação, Cristiano Guimarães, que esteve no evento ao lado do secretário de Serviço Públicos, Aguinaldo Leite, caso Jundiaí seja escolhida para sediar o projeto, uma mini usina termoelétrica deverá ser construída na cidade.

“Oferecemos Jundiaí para ser sede do estudo acadêmico. Se isso acontecer, além de formamos universitários com a prática e nos tornarmos referência para o Brasil e América Latina, teremos que construir uma usina piloto. Para o funcionamento dela, forneceremos, então, o lixo coletado na cidade e o resultado do processo será a transformação de 80% dele em biodiesel (energia) e 20% em fertilizantes para a agricultura”, conta o secretário.

Segundo ele, inicialmente, a mini usina atenderia apenas parte do lixo coletado em Jundiaí, mas com o tempo, possíveis parcerias, até com empresas, poderiam ser feitas no âmbito público e privado, o que faria com que 100% dos resíduos sólidos de Jundiaí fossem processados em uma usina definitiva. “Isso é muito positivo porque é uma economia para a cidade. Hoje, tudo vai para o aterro que polui o solo. Gasta-se muito no combate dessa agressão à natureza. Jundiaí tem tudo para ser essa referência”, acredita Cristiano.

Com o centro de estudos aqui, todo o lixo seria aproveitado. Segundo Aguinaldo Leite, hoje, apenas 2% tem este encaminhamento. “Vamos dar a destinação correta para este material, sem prejuízo ao meio ambiente como acontece hoje em relação aos aterros sanitários”, afirma.

BOLSA DE 200 MIL EUROS
A decisão pela sede do estudo em Jundiaí tem apoio do Centro de Pesquisa, Educação e Demonstração de Gestão de Resíduos (Creed), órgão ligado à Universidade de Braunschweig, e deve acontecer em novembro. Um segundo encontro, no Rio de Janeiro, em setembro, irá concluir o projeto para avaliação final do governo alemão sobre a parceria. Aguinaldo Leite destacou que os investimentos necessários para o estudo serão custeados pelo governo alemão.

A bolsa é de 200 mil euros. Fizemos a apresentação da cidade para eles, que solicitaram o uso de uma área de 20 mil m² para criação do centro tecnológico de referência no tratamento dos resíduos. Já temos essa área no Geresol (Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Prefeitura de Jundiaí)”, disse. Os alemães têm interesse em Jundiaí pela localização e bons índices econômicos.

Via Jornal de Jundiaí

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Sobre Vitor Souza

tem 25 anos é formado em Engenharia Ambiental e Sanitária. @vitorhc_ E-mail Site Save no Facebook

Publicado em 28/08/2013, em Meio Ambiente, Política, Ser Mais Humano e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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