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Tribo amazônica cria enciclopédia de medicina tradicional com 500 páginas

Em uma das grandes tragédias da nossa era, tradições, histórias, culturas e conhecimentos indígenas estão desfalecendo em todo o mundo.  Línguas inteiras e mitologias estão desaparecendo e, em alguns casos, até mesmo grupos indígenas inteiros estão em processo de extinção.  Isto é o que chama a atenção para uma tribo na Amazônia – o povo Matsés do Brasil e do Peru –, que criou uma enciclopédia de 500 páginas para que sua medicina tradicional seja ainda mais notável.  A enciclopédia, compilada por cinco xamãs com a ajuda do grupo de conservação Acaté, detalha cada planta utilizada pelos Matsés como remédio para curar uma enorme variedade de doenças.

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Caverna escavada por mamíferos gigantes é descoberta na Amazônia

paleotoca001Pesquisadores dentro da paleotoca, labirinto cavado por animais como preguiças e tatus gigantes

Uma equipe da CPRM- Serviço Geológico do Brasil achou a primeira paleotoca da região Amazônica em Ponta do Abunã, em Rondônia. Paleotocas são labirintos gigantes escavados por animais já extintos, como preguiças e tatus gigantes. No caso de Ponta do Abunã, o geólogo Amilcar Adamy, que chefiou a expedição, acredita que o túnel foi escavado por uma preguiça gigante extinta há cerca de 10 mil anos, uma vez que fósseis do mamífero já foram localizadas no vale do Rio Madeira durante a fase de garimpo. Leia o resto deste post

Greenpeace denuncia carregamento de madeira na Europa

2014-11-06-a

Um navio de carga com madeira da Amazônia foi surpreendido por ativistas do Greenpeace quando se aproximava do Porto de Roterdã, na Holanda. A madeira a bordo foi exportada pela serraria Rainbow Trading – uma das serrarias denunciadas pela organização ambientalista por receber e comercializar madeira ilegal. Os ativistas estenderam uma faixa com a mensagem: “Chega de madeira ilegal”. A carga, comprada pela comercializadora belga Leary Produtos Florestais, é destinada para as empresas Lemahieu e Omniplex, também da Bélgica.

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Entrevista com o explorador Yuri Leveratto

Lago de Angel, Santuario Nacional del Megantoni - Peru - Foto Yuri Leveratto

Mochileiro desde os 16, o italiano Yuri Leveratto é um dos apaixonados por viagem que foi além. Seu interesse na exploração arqueológica fez com que ele viajasse por alguns destinos do mundo em busca de novas descobertas. Suas expedições renderam, até o momento, 8 livros, vídeos (canal no Youtube) e o site onde ele conta algumas de suas experiências.
Nesta entrevista ele divide um pouco de sua história conosco e afirma: a América do Sul é um tesouro inesgotável de vilas e também de restos arqueológicos ocultos à espera de serem descobertos.
Ele já se aventurou por áreas que podem virar bons roteiros para um mochilão. Confira na entrevista.

15 novas aves são identificadas na Amazônia

gralha

Essa gralha está ameaçada de extinção”, diz Mario Cohn-Haft, curador da seção de ornitologia do Inpa, principal descobridor do cancão-da-campina, nome popular cunhado para a ave. “Seu habitat está em perigo e podemos perder a espécie antes de ter tido tempo de estudá-la a fundo.

Desde a segunda metade do século XIX a ornitologia brasileira não dava uma contribuição tão significativa para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade: 15 novas espécies de aves da Amazônia nacional foram identificadas. Elas serão formalmente descritas pela primeira vez numa série de artigos científicos previstos para serem publicados em julho num volume especial do Handbook of the birds of the world, da espanhola Lynx Edicions.

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Pesquisadores encontram peças indígenas em sítios arqueológicos na Amazônia

MANAUS – Peças de cerâmicas de grupos indígenas que viveram na Amazônia na época do descobrimento do Brasil foram encontradas em 22 sítios arqueológicos na região de Tefé, a 575 km de Manaus por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Mamirauá. Vasos, fragmentos cerâmicos e peças quase inteiras serão analisadas com datação radiocarbônica.

O Instituto Mamirauá, com o projeto “Mapeamento arqueológico do Lago Tefé”, deu início às pesquisas em 2011. Com a descoberta os estudos entrarão em uma nova fase. Dos 22 sítios descobertos, quatro áreas receberão mais esforços de pesquisa. De acordo com os cientistas há peças grandes, de diversas tradições.

Fragmentos de cerâmica foram encontrados em áreas da região de Tefé, a cerca de 600 km de Manaus, no Amazonas (Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá)                                    Fragmentos de cerâmica (Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá)

Relatos históricos da área onde estão os sítios apontam que, na época do descobrimento do Brasil, tribos indígenas que falavam a língua tupi habitavam a região.

Peça de cerâmica alterada por moradores ocais foi encontrada em área de sítio arqueológico em Tefé, no Amazonas. (Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá)
                     Peça de cerâmica alterada por moradores locais (Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá)

Agricultura sustentável

Os cientistas também vão investigar a formação de terra preta ou “biochar” na área. Eles querem descobrir mais detalhes sobre o solo da região, considerado altamente fértil e possivelmente usado para a agricultura. De acordo com estudos, o biochar foi criado pelos povos que ocupavam a Amazônia desde 5 mil a.C.

Via Portal Amazonia

Mineradoras aceleram seu avanço na Amazônia brasileira

amazonia_mineraçãoMineração já existe há tempos na região, como em Carajás (foto), mas a expansão atual preocupa ambientalistas

Gigantes da mineração como a Vale SA e a britânica Anglo American PLC estão se esforçando cada vez mais para extrair minerais da floresta amazônica brasileira, apostando alto numa das regiões mais remotas e de meio ambiente mais sensível do mundo.

Ao todo, as mineradoras vão investir cerca de US$ 24 bilhões entre 2012 e 2016 para aumentar a produção de minério de ferro, bauxita e outros metais encontrados na bacia do Amazonas, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração. O Brasil já recebe hoje um quinto dos investimentos em mineração no mundo, e a Amazônia representa para muitos o maior potencial ainda inexplorado do país.

“A Amazônia será a nossa Califórnia”, disse Fernando Coura, presidente do Ibram.

A iniciativa das mineradoras na Amazônia se encaixa na estratégia mais ampla do governo brasileiro de aproveitar os recursos da floresta para impulsionar o crescimento econômico. A construção de hidrelétricas nos rios da Amazônia, a melhora das estradas que vão até municípios distantes e a expansão da rede de energia elétrica também são partes desse novo avanço sobre a Amazônia. Mudanças na lei e empréstimos do governo ajudarão a abrir caminho para mais minas na região.

Os ambientalistas receiam que o surto de desenvolvimento possa acelerar o desmatamento e pressionar as pequenas comunidades da região, com milhares de trabalhadores das minas sobrecarregando a infraestrutura e os serviços locais. Já os cientistas dizem que preservar aquela que é a maior floresta e o maior absorvedor de carbono do mundo é vital para o equilíbrio do clima do planeta e para a sobrevivência de cerca de um décimo das suas espécies.

Embora menos árvores precisem ser arrancadas para a mineração na Amazônia do que para outras atividades, como a pecuária, as estradas construídas para servir as minas podem acelerar o desmatamento ao facilitar, por exemplo, que madeireiros clandestinos acessem áreas remotas.

“As estradas são inimigas das árvores e as minas precisam de estradas”, diz Jared Hardner, que dá consultoria para mineradoras como a anglo-australiana Rio Tinto PLC, ajudando-as a diminuir o impacto ambiental dos seus projetos. “O problema da Amazônia é que uma rede de infraestrutura está sendo instalada cada vez mais dentro da floresta.”

Para complicar, alguns investidores dizem que as mineradoras escolheram a hora errada para deflagrar uma custosa procura pelos recursos da Amazônia. Depois de anos em alta, os preços do minério de ferro, da bauxita e de outros metais despencaram devido às incertezas relacionadas ao crescimento lento da China.

“O mercado não engole essa história de crescimento de longo prazo na mineração”, disse Felipe Gomes, analista da PriceWaterhouseCoopers no Brasil.

Pessoas do setor como Coura, do Ibram, dizem que o mercado tem uma percepção “míope”. Já que pode levar dez anos para colocar uma mina em operação, as companhias precisam enxergar além dos ciclos do mercado, dizem executivos da mineração. Os preços do minério de ferro se recuperaram um pouco nos últimos meses e desenvolver minas de difícil acesso continua lucrativo. Da mesma forma, A bauxita, que é usada para fazer alumínio e existe em abundância na Amazônia, vai se manter lucrativa, dizem eles.

O maior projeto em andamento na Amazônia é de longe a ampliação de US$ 8,1 bilhões que a Vale está fazendo na sua mina de ferro de Carajás, no Pará, a qual já é a maior do mundo. Em 20 de novembro, a Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, recebeu uma licença ambiental para construir 800 quilômetros de ferrovias na Amazônia, incluindo duplicações e novos trechos, para fazer frente ao aumento da produção.

A Votorantim anunciou um investimento de R$ 5,6 bilhões numa nova mina de bauxita no Pará. Os desafios logísticos incluem transportar grande parte do metal em caminhões por cerca de 600 quilômetros de estradas às vezes difíceis, disseram executivos.

A Anglo American está estudando um projeto de níquel de US$ 4,7 bilhões que a empresa afirma ter potencial para aumentar consideravelmente a sua participação de mercado. Grupos de investimento da China e Coreia do Sul estão procurando possíveis jazidas, disseram autoridades brasileiras.

Enquanto isso, analistas do setor da mineração dizem que a companhia britânica pode ter até quatro possíveis candidatos à compra de uma mina de ferro no Amapá, entre eles a trader de commodities Glencore International PLC e a produtora de aço russa OAO Severstal
A Norsk Hydro, gigante norueguesa do petróleo e da mineração, comprou os ativos de bauxita e alumínio da Vale em 2011, inclusive a terceira maior mina de bauxita do mundo, situada no Pará.

Mineração na Amazônia não é nenhuma novidade. Os depósitos da Vale na mina gigante de Carajás foram descobertos nos anos 60. Mas os investimentos atuais têm uma escala bem maior que antes. E a indústria deve fazer novos avanços, agora que está sendo criada uma lei para permitir a mineração em terras indígenas, hoje proibida.

A nova lei da mineração pode aumentar os conflitos que os projetos na Amazônia já causaram entre empresas e comunidades locais.

“O que preocupa são os projetos que estão entrando nas áreas mais sensíveis”, disse Valmir Ortega, diretor no Brasil da Conservation International, uma ONG ambiental. “Os antecedentes do Brasil no tratamento das populações locais da Amazônia não são encorajadores.”

Edio Lopes, deputado federal pelo PMDB de Roraima e redator do projeto de lei da mineração, disse ser um mito que “qualquer relação entre mineradoras e comunidades indígenas é absolutamente prejudicial e traz prostituição, alcoolismo e doenças”. Ele disse que as mineradoras têm hoje tecnologia suficiente para minimizar o impacto nas áreas sensíveis.

Executivos das empresas dizem que estão trabalhando para limitar os impactos ambientais. A americana Alcoa Inc. prometeu replantar a floresta na sua mina de bauxita de Juriti, no Pará, e seus gerentes moram no município para ver em primeira mão o impacto que a mina tem lá. Ainda assim, a Alcoa foi processada pela justiça estadual, que exigiu um controle mais rigoroso e um estudo mais abrangente do impacto da mina.

“Acredito que o nosso lado está hoje mais preparado para esse problema, mas ainda não temos todas as respostas”, disse Tito Martins, diretor-executivo da Votorantim, durante um painel de discussão numa conferência sobre mineração na Amazônia realizada em novembro.

Via WSJ Online

Geoglifos: Fotos revela desenhos no solo da Amazônia

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Edmar Araújo ainda se lembra do pavor que sentiu. Algumas décadas atrás, enquanto limpava árvores no terreno de sua família, localizado perto da cidade de Rio Branco, um local isolado em um dos cantos do oeste da Amazônia brasileira, ele se deparou com uma série de avenidas de barro esculpidas no solo.
“Estas fileiras eram muito perfeitas para terem sido feitas por um homem”, disse Araújo, um pecuarista de 62 anos de idade. “A única explicação que eu conseguia imaginar era que elas eram trincheiras que foram cavadas durante a guerra contra os bolivianos.”
geoglifo_5154Geoglifo quadrado duplo, na margem direita da BR-317, próximo da divisa Acre-Amazonas, na bacia do Rio Iquiry, onde aparece a formação de pastagem e as árvores de castanheiras mortas ainda em pé
Mas estas não eram trincheiras, pelo menos não serviram para nenhum conflito que possa ter ocorrido aqui durante o século 20. De acordo com descobertas arqueológicas feitas na região nos últimos anos, as escavações nas terras de Araújo e centenas como ela em regiões próximas são muito mais antigas do que isso e podem melhorar potencialmente nossa compreensão da maior floresta tropical do mundo.
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O desmatamento que atingiu a Amazônia nos anos 70 também expôs um segredo escondido há muito tempo debaixo desta floresta de grande espessura: formas geométricas perfeitamente desenhadas que abrangem centenas de metros de diâmetro.

Alceu Ranzi, um estudioso brasileiro que ajudou a descobrir os quadrados, octágonos, círculos, retângulos e formas ovais que compõem as esculturas de terra, disse que esses geoglifos encontrados em terras desmatadas são tão significativos quanto as famosas linhas de Nazca, os símbolos enigmáticos de animais que são visíveis quando avistados do alto no sul do Peru.

colunaNota: Com o importante evento que marcou esta semana os 35 anos de descoberta dos geoglifos na Amazonia, pesquisadores de renome como Ondemar Ferreira Dias Jr., Franklin Levy e Alceu Ranzi receberam homenagens e reconhecimento não só de toda área cientifica mundial como de toda a sociedade acreana. Foram eles, os primeiros cientistas responsáveis pela descoberta dos geoglifos no Acre e pela sua difusão no meio científico e festejado nesta semana através do II Simpósio Internacional de Arqueologia da Amazônia.

“O que mais me impressionou sobre esses geoglifos foi sua precisão geométrica e como eles estavam escondidos em uma floresta que até então nos parecia ser intocada à exceção de algumas tribos nômades que haviam habitado a região”, disse Ranzi, paleontólogo que viu pela primeira vez os geoglifos na década de 70 e, anos mais tarde, observou-os de avião.
Para alguns estudiosos da história humana na Amazônia, os geoglifos existentes no Estado brasileiro do Acre e em outros sítios arqueológicos sugerem que as florestas da Amazônia ocidental, anteriormente considerada inabitável por sociedades mais sofisticadas, em parte por causa da qualidade de seus solos, pode não ter sido tão “Inabitável”, como alguns ambientalistas afirmam.

Google Earth

Usuários do Google Earth ou Maps Google podem apreciar alguns dos geoglifos do Acre, a partir das seguintes coordenadas: (10°12′13.32″S 67°10′18.09″W), (10°22′1.61″S 67°43′24.89″W), (10°18′24.51″S 67°13′12.50″W), (10°13′49.01″S 67° 7′26.71″W), (10°17′14.08″S 67° 4′32.97″W), (10°13′5.25″S 67° 9′28.94″W), (10°18′ 06.64″S 67° 41′41.55″W), (10°11′27.65″S 67°43′20.11″W).

Via UFRGS, Terra magazine, Pagina 20 e BNC Noticias

IBAMA salva 378 tartarugas ameaçadas e prende caçadores

O tráfego ilegal de animais sempre esteve presente para ameaçar certas espécies, enquanto entidades se compromem a combater o problema. Abraçando a causa, o IBAMA pôs em prática uma operação responsável por resgatar 378 tartarugas e prender quatro caçadores ilegais. Motivo de comemoração, a ação teve o apoio da Polícia Federal e do Parque Nacional do Viruá (ICMBio).

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Índios Yanomami – Preservação ameaçada

VÍDEO: Índios Yanomami – Preservação ameaçada

Napë não tem dado trégua aos yanomami. Nem quando tira ouro de forma ilegal nem agora, quando apresenta um documento para legitimar a atividade garimpeira. Napë é “homem branco” na língua yanomami. Se for inimigo, ganha uma sílaba a mais: napëpë.

Para os yanomami, napëpë são os garimpeiros que desde os anos 80 vêm invadindo suas terras, contaminando seus rios, destruindo suas florestas e matando sua população por massacre e por doença. Os garimpeiros saem, são retirados, mas retornam. Mas a partir de agora, nepëpë podem também ser os políticos e as autoridades que querem permitir a entrada de grandes empresas mineradoras em suas terras. clique para continuar lendo…

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